A Empatia para o Entendimento

Alguém me disse uma vez que não se aprende apenas com a nossa vivência, que em observação aprendemos e compreendemos, também dessa forma, onde não queremos estar. Isto foi-me dito já eu havia observado mil e uma situações com centenas de pessoas… Tinha visto tanto, olhado com intenção, analisado profundamente e sentido na mesma proporção. Foi aqui que eu consegui dar nome à emoção mais assertivamente bonita que aprendi a conhecer. Foi-me fácil, assim, perceber com os olhos da Alma como é verdade, que não aprendemos só connosco mas também com os outros.

A intenção que colocamos na aprendizagem, a meu ver, deve ser colocado do ponto de vista do verdadeiro entendimento e não apenas do Saber-Saber. E que maior entendimento há se não o sentir na pele? O sentir não passa apenas por passarmos pelas experiências, algo que seria impossível do ponto de vista temporal da Vida da Terra. Passa pelo nos colocarmos na pele do outro, mesmo quando essa aprendizagem está a uma distância imensurável de nós. Calçar os seus sapatos para que possamos sentir o que ele sente, aliando isso à nossa capacidade cognitiva.

A isto, de uma forma genérica, se chama de Empatia. As pessoas profundamente empáticas – ou que trabalham profundamente a dinâmica da empatia em si – são pessoas que encontram também no Outro o verdadeiro entendimento. Que compreendem as atitudes mais incompreensíveis, se encontram na fuga e olham com Honestidade a Arrogância.

Aos empatas, o que lhes falta em rigidez sobra-lhes em flexibilidade. E com isto não quero dizer que quem olha pela Empatia não sente julgamento, raiva, desespero ou frustração. Digo, somente, que quem age em Empatia escolhe relacionar-se de uma forma mais bondosa com essas emoções sombrias que lhes surge.

Talvez pareça incongruente dizer que alguém que aprende em amorosidade com a Sombra do Outro é alguém que também diga um assertivo “Não”. A verdade, é que a frase, “tu aprendes não só pelo que vives mas também pelo que os outros vivem”, me foi dita por alguém que se relacionava muito mal consigo próprio e, por consequência, com os outros. E ao saber disso, essa pessoa, passou-me a sua aprendizagem. E ao acolher aquilo como meu, aceitando a minha raiva, também eu Entendi.

Podemos utilizar como metáfora a história bíblica do momento em que Jesus chega ao templo e ao ver os vendilhões a comercializar num espaço sagrado, sente ira e revolta-se contra eles. Podemos levar este exemplo de julgamento e raiva, para a Vida e com ele sermos generosos para connosco procurando a não culpa e não repressão das nossas emoções.

Não interessa as nossas crenças religiosas aqui, o que quero expôr é o facto de esta ser uma mensagem forte… Mesmo Jesus, a figura mítica do Cristianismo onde se personifica a amorosidade e a empatia, teve momentos de em que sentiu e cedeu às emoções sombra. Então porque te julgas tu? A Empatia pelo Outro passa pela Generosidade por nós inicialmente.

A Empatia é uma troca mútua. Acolher o outro implica que Ele se dê, sim, mas o Outro dá-se ao perceber abertura. E aqui as relações transformam-se, seja que relação for. Um relacionamento afectivo entre um casal pode ser tão bélico quanto amoroso, tão desentendido como compreensivo. Um relacionamento profissional pode ser tão hostil quanto atencioso, tão tenso quanto fluído. Uma relação familiar pode ser tão rancorosa como cheia de perdão, tão triste como viva.

Basta que nos tornemos disponíveis à Empatia. E mais que isso, que não cedamos à arrogância de considerarmos que ao sermos empáticos, somos empatas. É um processo. E no momento em que nos consideramos empatas deixámos de o Ser. No momento em que olharmos para o outro como alguém que precisa de ajuda e nós somos a solução para o seu Entendimento, perdemos o nosso próprio Entendimento.

A verdadeira espiritualidade passa pela vivência real, de situações reais enquanto pessoas reais, comuns, simples, intensas e abertas à vulnerabilidade. À sombra e à luz. Há dor claro, porque a dor é inerente à Vida. E se não existir dor, seremos incapazes de valorizar a superação dela. No entendimento vivemos a dor sob essa perspectiva… A empatia torna-se a capacidade de nos relacionarmos com a dor sob a premissa que está inerente às vivências e que enquanto pessoais reais podemos vivê-las sem nos mascararmos do que não Somos.

Deixo agora algumas ferramentas para auxiliar a dinâmica de entendimento em nós mesmos:

  • Respirar – respirar algumas vezes, com intenção de reduzir a tensão que está a ser exercida no corpo, propícia a meditação interior para que possamos passar aos passos seguintes do entendimento.
  • Dar tempo – tomar o nosso tempo para o entendimento, deixar que o outro tenha o seu ou que a situação exista durante o tempo necessário que tem que existir.
  • Virar o prisma – quando nos é “atirado” um conjunto de informações sobre as quais não acreditamos imaginamos que aquela situação é um prisma. Se de um lado parece apenas um fio de luz branca, de outro lado pode ser um espectro de cor. Colocarmo-nos do lado da situação, altera a perspectiva.
  • Reduzir a polarização – quando verificamos que estamos a atingir um pensamento extremista ou uma posição radical, observarmo-nos sob esta questão: “como agiria se não estivesse condicionado pelo meu pensamento negativo?”. A partir da resposta, podemos receber um mundo de sensações, emoções e comportamentos felizes que afundados naquele loop não teríamos.

A todos, aho ❤

Carolina

Em humildade… Respira-te.

Vamos meditar-nos… Sem grandes ferramentas porque, juro, que a Complexidade só empobrece a beleza da nossa Paisagem que já tem tudo com ela.

Para esta meditação só é preciso trazerem 3 coisas:

  • Intenção
  • Respiração
  • Atenção

Lá fora vão ficar a Lógica, o Dogma e a Crítica. Com eles deixamos o Certo e deixamos também o Errado.

Agora é tempo de olhar para dentro. Momento de ficar confortável, sem imposições mas com compromisso pelo Espaço Sagrado que se está a Criar.

Qualquer Espaço nosso, qualquer Templo interior nosso, é Sagrado. Ninguém tem que saber, ninguém tem que ver e, principalmente… Mais ninguém tem que Compreender. É nosso, é seguro e é isento de justificação.

Na verdade, nem nós temos que compreender… Apenas Aceitar. Aceitarmo-nos. Como Somos… Como é.

Por isso, para esta meditação só vão ser necessárias estes três objectos interiores. E a partir daqui é simples Construir.

Vamos lá…

Com a Intenção senta-te confortavelmente… Olha-a nos olhos observando-a e, sem expectativas, escuta-a. “Eu Estou”.

O passo seguinte é um convite também. É o momento de trazer a Respiração para a equação… A Respiração Consciente.

Inspirar e Expirar… Sem esforço, sem exigências desmedidas, sem criação de cenários idílicos, mitológicos ou âncoras racionais. Respirar. Respirares-te. Cada célula tua respira à medida que inalas e exalas. E aqui se manifesta a Intenção. Todo tu respiras, não apenas o teu nariz ou o teu abdómen.

“Eu respiro-me.”

E é desta forma que a Atenção vai chegar sem avisar. E, ainda assim, serás Testemunha da sua chegada. Ela vai fazer Dares-te Conta. Pois a Atenção é assim… Subtil mas Intensa.

Quando pensares que a controlas compreenderás que a perdeste. És Testemunha dela não o seu controlador. Aqui o Dogma entrou de assalto e fez-te querer que tinhas poderes sobrenaturais, que estavas a sentir coisas de outro mundo. Que o teu corpo físico desapareceu e que agora és só espírito. Então foi-te colocado um véu de arrogância sobre os olhos fechados. Tudo bem… Retira esse véu, chama a Intenção, Respira-te e Observa…

A Atenção, a Consciência Testemunha é assim… Presente mas Selvagem, não pode ser retida aos nossos desejos.

O Templo rico onde estás é uma paisagem que observas sem controlar as entradas e saídas nesse local.

Tu respiras. Tu Observas. Tu Estás. Mas não és essa paisagem, não és lindo nem és feio. Não estás certo nem estás errado. Não és mais e também não és menos. Não há fasquia. Permites-te Sentir testemunhando, libertando o apego do “Tem que Ser”.

A Lógica não te irá Servir neste momento e a Crítica irá desejar manifestar-se por várias vezes. Tudo bem. Ainda bem. Essa é uma Dualidade que te dará a Oportunidade de reconhecer a existência dos vários Eus.

Mas apenas isso… A Observação. O ser Testemunha. O Estar, Respirar. O meditar-te.

Permite-te sentir feliz pela observação, sem o desejo de Mudar. Aceita. Tratas do resto depois.

No AGORA estás PRESENTE. Em Simplicidade e Humildade… Permites-te estar em Atenção plena… Em meditação… E na Vida. Todos os dias, a fazer o que estiveres a fazer no teu quotidiano, estás em Atenção. Cada paragem é uma Oportunidade e cada retrocesso uma Aprendizagem.

E assim vai-se enraizando o hábito da Observação.

O padrão da Consciência.

A rotina de Escutar o que de dentro Vem… E seres Testemunha de Ti próprio ao desembaciares os olhos da Alma.

Boa Meditação a todos! Namastê *

Carolina

Somos Cura. Simplesmente, Somos.

Acima da Estratosfera

Há dias, numa viagem de carro, vi à minha frente uma carrinha que dizia “Vá à Farmácia que isso passa”. Aquilo indignou-me… Numa fracção de segundo surgiram, na minha mente, mil indagações. Insurgi-me por dentro.

Em que momento da História é que firmámos uma cultura tão industrializada e mecânica que pegamos na doença do Ser Humano e a banalizamos reduzindo-a a um comprimido?

Ouvi uma vozinha que me disse para tirar uma foto àquela carrinha… E assim fiz. Não percebi o Propósito naquela altura mas segui o “pedido”.

Nesse mesmo dia, sem contar com isso, vi oHeal, um documentário que fala das formas inacreditáveis de como a mente trabalha e, assim… Cura. Não querendo ser restritiva com os temas abrangentes do documentário ao reduzi-los a uma frase, quero com isto dizer que, estes dois eventos (aparentemente, isolados um do outro) me trouxeram esta partilha.

A Cura a partir…

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Oração à Força Interior

“Eu Sou o meu centro crístico. De Mim emergem todos os meios de Cura. Eu Sou a ligação entre o Divino e a Terra e pelo meu corpo canalizo Aquilo que se expande para além do físico, do emocional e do mental. Eu peço à corrente Cósmica que me abraça que faça descer sobre mim a libertação dos meus medos e dos meus apegos.
Eu solicito ao meu Centro que se ligue à Força e pelas Leis que os regem activem a Protecção do que Eu Já Sou.
Eu aceito as minhas potencialidades, as minhas fraquezas e desapego-me delas. Acciono MERKABAH e fundo-me com o Universo, onde, com a espada de Miguel corto as Cordas do que Já não me Serve. 
Eu Agradeço.
Eu sou Expansão.”
💖



Há umas semanas pediram-me a partilha completa desta oração.
Fico feliz em poder partilhar estas mensagens bonitas que me vão chegando! Esta é uma das manifestações mais Felizes e Inteiras que já Senti.

Usufruam! 😚

Carolina

Tu trouxeste Felicidade.

Sempre que duvidares da tua Existência pensa nisto. Sempre que o teu Propósito não esteja claro lembra-te do primeiro passo que deste. Sempre que questionares o porquê da Vida pensa nisto: Tu nasceste. Houve um dia, há alguns anos em que nasceste. Tenta lembrar-te… Houve um momento em que abriste os teus olhos pela primeira vez. Antes disso, nada existia.
E por causa deste simples gesto Tu deste Felicidade. Tu trouxeste alegria. A tua mãe celebrou a Ternura da maternidade, o teu pai sentiu o Amor incondicional pela primeira vez, os teus irmãos olharam-te curiosos e os teus avós reviveram os seus filhos.
Por tua causa os olhos de alguém brilharam.
Antes de nasceres já tinhas sido Alegria. Eras um sonho pequenino, formaram-se a tua cabeça, as tuas mãos, comias por um tubinho e eras feliz ali. Provavelmente sentias-te quentinho e reagias quando a tua mãe passava a mão pela barriga que naquela altura era o teu Lar.
Tu nasceste. E porque tu nasceste houve Esperança e Fé em algo maior.
Porque abriste os olhos naquele dia e choraste de frio, alguém te pegou ao colo e dois corações se sentiram aconchegados.
Porque Tu nasceste um dia, muitos dos que Hoje estão à tua volta tiveram a oportunidade de conhecer-te. Ver-te. Desfrutar do teu sorriso. Da tua palavra. De ti.
Porque alguém ao teu lado um dia Existiu, o Mundo de outro alguém tem muito mais Sentido agora.

Que sorte é esta. A benção da Vida. A Felicidade da Existência. 🙂

Carolina

O Meu Coração é a Minha Casa.

“Tu não me conheces”, a Velha Espírito Guia que me falou dentro do Templo.
“Quero ver a tua cara” , “Tu não me conheces”. Senti de facto que não a conhecia.
🦉
O Arcanjo de asas grandes, enormes, com um bastão na mão onde se apoiava, olhava-me altivo, seguro e completo por compaixão. 
Outro homem ao seu lado. De idade avançada e com o mesmo sangue que eu.
🌟
O Templo no qual entrei devagar, pelo qual atravessei um vasto campo verde, é metade preto, metade mais claro. Não é totalmente branco. Da mesma forma que do lado negro escorrem cores aleatórias.
Entro, subo ao tecto onde me sento, sobre nada, a observar. Contemplo e assimilo que terei que lidar com aqueles dois lados. São opostos e, ainda assim, completam-se.
🌗
A vela no centro da sala chego-a para o lado mais escuro. Quero iluminar. Quero ver.
Nas paredes, tinta líquida desce e não sai do lugar. E eu iluminei. Ilumino através de mim.
Do meu centro sai luz. Sou feita de luz enquanto a vela queima o que cai das paredes. 
Entram pela sua chama, são enviadas para o núcleo da Terra e assim vão Transmutar-se.
🌋
Sentei-me no meio do templo.

Dois mestres e um guia que me acompanha em Amor. Os três lado a lado aguardam que, ao meu tempo, eu mesma ilumine a sala grande que é aquele Espaço.
Dois sobem aos céus, saiem um à sua vez.
O Espírito homem vira águia. 
O Arcanjo beija-me o topo da cabeça, antes de ir.
🦅
Tento sair do templo. Não consigo.
“És o teu Templo.”
Então, o meu próprio espírito sobe também. E de lá de cima olho para ali onde fico apesar de ter ascendido.
A velha sábia permanece. Não sairá do meu lado direito.
Aguarda, simplesmente, onde ficará sempre à minha espera.
🙏🏼

Aho *

Carolina

There’s something beautiful in Here.

Os últimos dias têm sido extremamente cansativos, sinto que quero dormir duas semanas para me restabelecer. No entanto, o lado bom de viajar mesmo quando é por trabalho e acabas de rastos, é que tens a oportunidade de Olhar com uns novos Olhos para o que está à tua volta. 🧚
A folha que cai da árvore não cai ao acaso. Há tanta Sincronicidade que o Tomar Consciência da sorte que temos em Viver é quase inevitável. É só preciso querer. Querer de facto. Não é só DIZER que se Quer, isso é fácil.
💗
Não acredito na “falta de tempo”. O tempo não falta, nós é que nos faltamos. O tempo URGE e escolhermos saboreá-lo é uma Arte.
☯️
Ao caminhar pela cidade vejo o olhar brilhante de uma menina que, nos seus 3 anos de idade, contempla com o coração a música de um cantor de rua. A cada fim de canção a menina bate palmas. Tem um laço azul na cabeça e sorri com tudo de si. Bate palmas cheia de admiração e mantém-se com a atenção mágica de quem quer absorver tudo. 
Ela sim, sabe, sem saber, que o tempo urge e não pode deixar de contemplar o que de mais belo há.
🐣
Em poucos minutos vejo-me na Dualidade. Entre a esquerda e direita não sei para que lado ir. 
Adoro fazer isto. Numa cidade diferente onde tenho pouco tempo (lá está) é raro ir aos locais turísticos. Pego em mim e vou à deriva, sem rumo, a receber o que aquele lugar tem para me dar.
Lembro-me que dei duas voltas sobre mim própria no meio da praça e simplesmente fui para o lado esquerdo. Fui só. Ignorando a sensação de que podia estar a perder algo melhor do lado oposto.
🌍
À frente, um homem-estátua dava o corpo à sua Arte. Acho que este é o maior dos amores. Amar tanto uma arte ao ponto de sacrificar o seu corpo e deixar o sustento nas mãos do Reconhecimento de um outro alguém. 
Dei o meu contributo e ignorei o julgamento alheio de quem via a cor do pedaço de papel que deixei naquela caixa. 
E no momento em que fiz esta escolha vi o que de mais bonito se pode ver: Gratidão.
🐎
O homem mexeu-se devagar, estendeu a mão, beijou a minha e, dizendo ao de leve “obrigado”, encheu os olhos de água e eu vi o seu coração brilhar. À minha volta aquele Tempo parou e também toda eu brilhei pelas palavras que o vento sussurrou ao meu ouvido: “hoje deste Fé”. E isto foi mais forte que a vergonha pequenina que senti quando as lágrimas caíram pelo meu rosto, larguei a mão daquele homem e quis seguir o meu caminho.
📿
Somos Escolha. Nunca iremos saber o que a outra estrada nos traria. Nunca. Talvez quando pudermos viver realidades paralelas. 
Por agora Tudo é uma Escolha e a verdade é que 
Aqui senti-me a aprender um bocadinho mais outra vez. 
Como Tudo é uma escolha e como nunca irás saber se a outra opção seria melhor. Mas a verdade é que a opção que vivermos será a Melhor para nós naquele momento. Da Escolha que fizermos retiraremos aprendizagens extraordinárias e, mesmo que o nosso Julgamento interno esteja a teimar trazer-nos dúvidas, há que Confiar em fazer o caminho até ao fim.
Na certeza de que o que virá, virá sempre pelo Melhor.
Seja lá o que isso for.
🦅

Na maior das Gratidões aqui,

Carolina